Brasil terá um banco de dados geológicos

Brasil terá um banco de dados geológicos

Por: Santelmo

Ferramenta, que será desenvolvida pelo Serviço Geológico do Brasil em parceria com outras entidades, vai impulsionar o movimento de transformação digital no mercado mineral 

O Brasil deve ganhar, em breve, um banco de dados geológico que funcionará como estrutura básica para impulsionar o movimento de transformação digital no mercado mineral do país. A informação foi revelada por Marcio Remédio, diretor de Geologia e Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil, em entrevista concedida ao programa nacional de rádio “A Voz do Brasil”. Segundo o profissional, a ferramenta será criada pela entidade que ele representa, em parceria com outras instituições e com coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME).

Durante a conversa, Remédio destacou que serão aproveitadas informações geradas pela iniciativa privada ao longo dos últimos 100 anos para compor essa nova plataforma. “Trata-se de um grande banco com dados geológicos nacionais. Nele estará reunido um conhecimento enorme que até então nunca havia sido integrado”, explicou. O diretor também ressaltou que em torno de 27% de todo o território brasileiro já está devidamente mapeado na escala certa.

Plano Nacional de Mineração 

Nessa mesma entrevista, Marcio Remédio comentou sobre o trabalho de criação do Plano Nacional de Mineração e salientou que a participação do Serviço Geológico do Brasil na atividade é fundamental. "Será um importante instrumento que vai orientar e determinar as diretrizes para o desenvolvimento desse mercado pelos próximos 30 anos”, afirmou.

Remédio realçou, ainda, que o Plano Nacional de Mineração vai ajudar na evolução de um segmento bastante rentável para a economia do país. “É um setor que cria muitos postos de trabalho, uma atividade que hoje consideramos extremamente importante para as questões ambientais e para a transição energética. Sem a participação e a colaboração da mineração, o mundo não vai conseguir realizar todas essas mudanças”, opinou o diretor, lembrando que o Brasil ocupa a sexta posição no ranking dos maiores produtores minerais do mundo.