Concessão de aeroportos vai movimentar agenda de privatizações em 2022

Concessão de aeroportos vai movimentar agenda de privatizações em 2022

Por: Santelmo - M&TExpo

Pesquisa revela taxa de crescimento de passageiros nos próximos aeroportos a serem leiloados

A palavra da vez em relação aos aeroportos no Brasil é concessão. A sétima rodada de leilões deve acontecer logo no primeiro trimestre de 2022, e desta vez serão 16 aeroportos agrupados em três blocos, que, juntos, respondem por 26% dos passageiros no mercado brasileiro de transporte aéreo.

Um levantamento da Belo Investment Research aponta crescimento no número de passageiros em todos os aeroportos da sétima rodada para os próximos cinco anos. A análise foi feita com dados coletados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), utilizando previsões médias de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e projeção da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), além de assumir que não existem mais restrições importantes para viajar por conta da pandemia da Covid-19.

O foco das empresas interessadas deve ser o Bloco SP-MS, que inclui o aeroporto de Congonhas (SP), o maior e mais promissor aeroporto da rodada, e o segundo maior aeroporto nacional, segundo em movimentação de passageiros em 2019. O primeiro lugar é ocupado pelo aeroporto de Guarulhos, que movimentou 43 milhões de passageiros no mesmo ano.

Passageiros

A pesquisa aponta crescimento de 78,31% do número de passageiros no período para os cinco aeroportos do Bloco SP-MS. Em 2019, ano anterior a pandemia, os cinco aeroportos movimentaram cerca de 24,3 milhões de passageiros; o aeroporto de Congonhas, sozinho, registrou 22,2 milhões de passageiros.

A taxa de crescimento estimada pelo levantamento para o Bloco RJ-MG é de 30,83%, que movimentou 10,5 milhões de passageiros em 2019. O Bloco conta com o Aeroporto Santos Dumont, segundo maior em número de passageiros das rodadas cinco, seis e sete, com movimento de 8,9 milhões de passageiros em 2019.

A pesquisa da Belo Investment Research aponta, ainda, que apesar do Bloco Norte II ter um número maior de aeroportos, deve registrar a menor taxa de crescimento, 23,59%, nos próximos cinco anos. Em 2019, o movimento foi de cerca de 5,1 milhões de passageiros nos seis aeroportos.

Rafael Foscarini, diretor de estratégia da Belo Investment Research, analisa que o aeroporto de Congonhas ainda opera com número de passageiros abaixo de 2019 e, por isso, a taxa de crescimento esperada é bem maior do que a média dos demais aeroportos e deve representar boa parte do retorno financeiro da concessão. Para ele, como a movimentação deve crescer substancialmente nos próximos cinco anos, novas empresas devem se interessar pelos leilões e a arrecadação federal pode superar os R$8,8 bilhões esperados pelo governo.