Vale amplia o uso de equipamentos autônomos

Vale amplia o uso de equipamentos autônomos

Por: Santelmo - M&TExpo

A mineradora colocou em operação o pátio autônomo no Terminal Ilha Guaíba (RJ) e alcançou a marca de 72 máquinas do tipo trabalhando em quatro estados

Equipamentos que funcionam sem operadores são cada vez mais comuns nos canteiros da Vale. Há quatro anos, a mineradora começou a implantar essa tecnologia e entre os recentes resultados deste projeto está o pátio autônomo no Terminal Ilha Guaíba, inaugurado no mês de abril em Mangaratiba (RJ). Com isso, a empresa alcançou a marca de 72 máquinas deste tipo trabalhando em quatro estados (Rio de Janeiro, Pará, Maranhão e Minas Gerais). Na lista estão 30 equipamentos de pátio, 18 perfuratrizes e 24 caminhões fora de estrada — todos capazes de proporcionar ganhos nos campos da eficiência, da segurança e da sustentabilidade.

O avanço da tecnologia fez com que 300 colaboradores deixassem de atuar em locais sujeitos a riscos, como pátios de estocagem e cavas de minas. Segundo Felipe Cordeiro, supervisor de Operações Autônomas em Carajás (PA), foi necessário que a equipe se conscientizasse sobre as vantagens da novidade durante a implantação dos caminhões. “Havia receio por conta das condições particulares de lavra ou pelo impacto da mudança nas carreiras”, diz o profissional, lembrando que os resultados iniciais comprovam que as soluções tornam as operações mais seguras e eficientes. “Entendemos ser uma janela de oportunidade para o futuro”, completa.

Já na Mina de Brucutu, localizada em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), Claudinei Clemente, operador de perfuratriz, comemorou a chegada do maquinário autônomo. Vítima de acidente que o deixou com deficiência física, ele destacou que o equipamento melhorou as condições de trabalho. “Quando me chamaram foi uma felicidade bastante grande. Antes eu tinha de subir na perfuratriz, executar o furo, descer para conferir o resultado e retornar para a máquina. Hoje, faço o levantamento na área e retorno para o centro de controle, insiro os dados na máquina e a perfuratriz executa a tarefa de forma autônoma”, detalha o operador.

Histórico 

Os primeiros perfuradores autônomos que entraram em operação foram os equipamentos na mina de São Gonçalo do Rio Abaixo. Na sequência, passaram a funcionar as perfuratrizes, os caminhões fora de estrada e as máquinas de pátio de Carajás. Também já estão instaladas perfuratrizes em Itabira (MG) e pátios em São Luís e Mangaratiba (RJ). A Vale aproveita, ainda, a tecnologia em minas no Canadá e na Malásia. “Os autônomos tornam os processos mais estáveis e alinhados com os padrões de segurança, apoiando a Vale na sua ambição de se tornar referência em segurança na mineração”, comenta Pedro Bemfica, gerente do programa.